Lições do Esquadrão Suicida para publicitários

 

Fique tranquilo, não tem spoilers sobre o filme

Não é exagero afirmar que Esquadrão Suicida foi um dos filmes mais esperados do ano, mas que logo virou decepção por grande parte do público e crítica. E a estratégia de marketing e campanha publicitária para o seu lançamento contribuíram decisivamente para o resultado.

Esquadrao-Suicida-Coringa

Apesar do diretor David Ayer afirmar que a edição que foi aos cinemas é sua, é nítida a diferença entre o que foi mostrado na telona e nos trailers, os maiores responsáveis por empolgar o público e gerar uma expectativa que o público receberia um filme muito divertido. Como esta reação foi inesperada, a Warner testou duas versões do filme, encarecendo o produto e estabelecendo um patamar muito alto para considerar que o filme gerou lucro.

Claro que a indústria cinematográfica trabalha com metas totalmente diferentes do mercado publicitário. Mas, especialmente o lançamento do Esquadrão Suicida, serve como reflexão sobre práticas que anunciantes consideram a ideal, mas na verdade se tornam um problema em curto prazo.

O trailer saiu melhor que o filme

Agência de publicidade é contratada para solucionar o problema de comunicação do cliente, tornar seu produto ou serviço mais conhecido. E quando a campanha possui um texto matador, layout incrível e a campanha está redonda, mas o protagonista das peças não reflete o que foi anunciado?

Cliente frustrado pode gerar problemas, ainda mais na era das mídias sociais. De vez em quando aparece na sua timeline no Facebook “textão” reclamando sobre o produtos e serviços que, a primeira vista, pareciam de boa qualidade e decepcionaram. O impacto geralmente é desastroso.

Ouvir demais opiniões antes de lançar no mercado é um péssimo negócio

Com o teste das duas versões e diante do “fracasso” de Batman Vs Superman, a Warner resolveu “ouvir” as reações do público diante do trailer com clima mais divertido e autorizou refilmagens do filme. Em agências de publicidade, é comum o cliente sugerir diversas alterações, mas todos sabem que o trabalho precisa ser feito do jeito que o cliente precisa, e não como ele quer. É necessário confiança no trabalho que será entregue.

Acha que tem outro fator que deveria estar aqui? Deixe nos comentários.

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Caio Costa

Editor-chefe at Blogcitário
Publicitário, Diretor da Orfeu Comunicação e editor-chefe do Blogcitário, seu blog de publicidade.
 
 

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