O cliente nem sempre tem razão

 

No Brasil, e talvez até no mundo, existem casos bizarros sobre a relação entre agência e cliente, onde este toma atitudes baseadas na filosofia “eu tô pagando” para fazer pedidos que podem enlouquecer qualquer publicitário.

Cliente

Vamos imaginar a seguinte situação: uma pessoa sempre pede feijão com arroz no restaurante por saber que é gostoso e não arrisca pedir outro prato com medo de não gostar. Certo dia, o chef conversa com ele, aponta sugestões no cardápio e o convence a experimentar uma nova comida. Ele vai, experimenta e gosta. Guardadas as devidas proporções, esse deve ser o trabalho da agência com seu cliente, fazer que ele tenha confiança nas campanhas que ela cria.

A mania do cliente em ser “diretor de criação” da campanha da sua empresa geralmente se desenvolve quando ele faz anúncios e outras peças com algum micreiro, que não tem capacidade ou interesse em contestar as ordens de quem tá pagando o serviço e faz o trabalho do que jeito que o cliente quer e não do jeito que deveria ser feito. Cabe à agência cortar o mal pela raiz.

O briefing é a oportunidade que o cliente tem em expressar seus desejos, necessidades e expectativas sobre a campanha da sua empresa. A partir daí, cabe a ele confiar no talento dos publicitários que ele contratou assim como as pessoas confiam ou vão passar a confiar na qualidade do produto ou serviço que o empresário vai anunciar.

O cliente tem direito em reprovar uma peça criada pela agência e apontar o que está errado. Mas querer, logo no início, mandar um layout “pronto” para a agência dar uma “melhorada”, determinar que a fonte do logotipo seja a Comic Sans ou exigir que o comercial seja veiculado no programa favorito da esposa são exemplos onde o cliente, mesmo pagando, nunca terá razão.

Quais outras atitudes surreais você já ouviu onde o cliente não tinha razão? Deixe sua estória nos comentários.

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Caio Costa

Editor-chefe at Blogcitário
Publicitário, Diretor da Orfeu Comunicação e editor-chefe do Blogcitário, seu blog de publicidade.
 
 

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4 comentários

  1. Olá Caio, muito bom seu texto, porém não é uma realidade aplicada em todos mercados, eu que moro no interior do MT e trabalho com publicidade há mais de 10 anos, posso dizer que o perfil do empresário/diretor de criação é muito comum, eles sempre querem mandar em tudo, aqui na agência, temos 2 clientes que irreversivelmente, querem o que querem e o dono da agência, por sua vez, acata tranquilamente, porque os valores envolvidos com o mesmo cliente são altos, mas que toma as buchas sou eu, que tenho que gerenciar tudo que envolve o cliente internamente. Isso é só um caso, eles se multiplicam incontavelmente por outras agências e outras cidades.

     
    • Caio Costa
       

      Tem esta questão delicada que quero abordar futuramente, Zuil. Pois existem esses casos onde a conta é muito grande e importante para a sobrevivência da agência e acaba afetando a quase todos que trabalham lá. Infelizmente, é uma realidade para muita gente que trabalha na área.

       
  2. Guilherme
     

    A pergunta que eu te faço é a seguinte…
    E quando o micreiro é o DONO da agência?

     

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