Quando é que a publicidade tradicional vai morrer?

 

Recentemente assisti a uma palestra sobre criatividade de Jorge Martins, diretor da CDLJ Publicidade, onde ele disse que depois de assistir seminários sobre social media, ficava com a impressão de que estaria desempregado a qualquer momento, os especialistas da área juram de pés juntos que a publicidade que estamos acostumados a ver e ler está com os dias contados.

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Eu também fico com esta sensação ao ler textos e ouvir pessoas que trabalham em agência digitais sobre como a publicidade tradicional está cada vez mais ineficiente. Concordo em parte, mas decretar o fim da propaganda que conhecemos há décadas é um pouco de exagero. Como Jorge disse na sua palestra, a grande ideia sempre será o rei e determinará o sucesso de uma campanha, seja ela on ou offline.

Temos que lembrar que as pessoas ainda não vivem 100% numa espécie de Second Life para que campanhas feitas em Redes Sociais sejam apenas uma das únicas soluções para um cliente anunciar hoje em dia. As pessoas ainda andam nas ruas, ouvem rádio no trânsito, compram revistas em bancas e assistem ao seu programa favorito no horário de sempre. Acredito que a publicidade tradicional não vai morrer e sim se adequar aos novos tempos, unindo-se à web para envolver os consumidores. Os cases da Mazah mostram essa tendência.

Interessante é perceber que a “propaganda 2.0” é apenas a adequação no ambiente virtual das técnicas usadas há muito tempo pelos profissionais da categoria. O Jovem Nerd é um bom exemplo. O Nerdcast anuncia produtos como um programa de rádio já faz há muito tempo e eles até brincaram com o “excesso de merchan” que eles praticam neste vídeo do NerdOffice. Os publieditoriais em blogs podem ser considerados os informes publicitários e os velhos banners de internet, que estão presentes no Orkut e Facebook, um outdoor reduzido e interativo.

Por isso, acho improvável que a data do velório da publicidade old school esteja perto de ser marcada. Ela é uma velhinha que ainda tem muita saúde para dar e, principalmente, vender.

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Caio Costa

Editor-chefe at Blogcitário
Publicitário, Diretor da Orfeu Comunicação e editor-chefe do Blogcitário, seu blog de publicidade.
 
 

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10 comentários

  1. Acho muito interessante essa atual fase da publicidade, que considero uma transição.

    Logo quando a TV foi lançada, os formatos publicitários se assemelhavam aos do rádio, mas não funcionavam bem. Com o tempo, aconteceram adaptações.

    Acredito que seja exatamente isto que esteja ocorrendo com as sociais midias e a internet. É tudo muito novo, o target está anos-luz a frente das agências. A forma como as revistas, a TV e outros meios é vista mudou. Acredito que se mantém no mercado não é quem for mais forte, e sim os que forem mais rápidos na adaptação.

    Muitas agências e clientes continuam apostando nas mesmices por comodismo, mas isso deve ir mudando com o tempo. Devemos voltar ao planejamento com foco no público-alvo e não no que estamos acostumados a fazer :)

    Se você souber de algum material para referência sobre o tema, me fale. Pretendo fazer meu TCC abordando esre assunto.

     
  2. Precisamos reformular o que pensamos sobre a nossa propaganda, ela deve se adequar às mudanças na sociedade.

     
  3. Acredito que esta seja uma preocupação geral dentro da publicididade.

    No entanto não podemos esquecer esta questão de que as pessoas não são 100% digitais, não vivem somente virtualmente. Sendo assim, a meu ver, a publicidade precisa se adaptar ao novo cenário da sociedade, mas sem termos de ‘enterrar’ a publicidade tradicional.

     
  4. É uma percepção totalmente errada!
    Só a classe C deve fechar o ano de 2010 responsável por 45% do total das vendas no mercado de consumo, sem contar as classes D e E. Esse povo todo(C,D e E) vai demorar anos para se conectar com o mundo dos Megabits.
    Burricitário tem que deixar de pensar nos iguais… tem que começar a pensar agora, como seu cliente pode chegar neste povo. Vc s tem que ler as pesquisa do Data Popular pra entender melhor o novo Brasil(Instituto de pesquisa pioneiro no estudo do mercado de baixa renda no Brasil)

     
    • Caio Costa
       

      Ô Luiz, antes de fazer trocadilho ridículo tentando me ofender (acredite, nem chegou perto), seja coerente no seu comentário ou desta vez leia o texto e não apenas o título irônico: enquanto você acha que as C,D, E não navegam na web, quem vc acha que frequenta as lan houses da periferia?

      Sugiro que você pare de confiar apenas em pesquisa e procure viver mais. Sério, vai ajudar na qualidade do seu trabalho.

      E, por favor, antes de comentar leia o texto, ok?

      Abs

       
  5. vão pra puta q pariu bando de quenga kkkkkkkk

     

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