Sessão Nostalgia: 1984, da Apple

Quando falei um pouco sobre o poder do publicitário, citei “1984” da Apple como um dos grandes símbolos de como tornar um minuto de comercial em algo histórico, brilhante e, acima de tudo, persuasivo.

Imagine a dura missão que a Chiat/Day, agência que hoje pertence à TBWA, tinha nas mãos: lançar um computador onde a IBM era soberana neste mercado. Para isso, convocaram ninguém menos que o diretor do futuro Robin Hood e do clássico Blade Runner, Ridley Scott. O resultado não poderia ter sido melhor.

Em 24 de Janeiro de 1984, a Apple Computers vai apresentar Macintosh. E vocês verão por que 1984 não vai ser como 1984. Esta locução foi ouvida apenas uma vez, com a veiculação no Super Bowl custando em torno de 500 mil dólares. O investimento total por este minuto inesquecível bateu mais de 1,5 milhão de verdinhas. Detalhe: o Macintosh não aparece nem por um segundo no roteiro. E mesmo assim foi um sucesso fantástico.

Resultado: Grand Prix no Festival de Cannes e várias paródias como a da campanha do Obama e a do Futurama, influenciando várias áreas da cultura pop dos EUA.

De agora em diante, quando a inspiração for pegar o próximo job, lembre-se da ousadia da então pequenina Apple e da arma que ela usou para encarar de igual para igual a sua gigante rival: pense diferente.

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2 Responses to “Sessão Nostalgia: 1984, da Apple”

  1. Olá, bem legal o post. Recentemente fiz uma análise seminótica deste comercial para a pós graduação. Quem tiver interesse pode lê-la em http://www.fernandopaes.ppg.br/blog/2009/05/31/comercial-1984-o-fim-da-previsao-de-george-orwell/.

    Esse comercial é fantástico.

    Abs…

  2. Ousadia é uma palavra perigosa, controversa, mas quando bem aplicada como no exemplo deste post pode render bons resultados!

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