Os clichês das campanhas de Natal

 

Seguindo mais ou menos a linha do ótimo post 7 coisas que eu espero que SUMAM das palestras de publicidade em 2010, resolvi relacionar as coisas que eu odeio em campanhas de Natal. Admito que este ano eles não sejam tão usados quanto antigamente, mas esses clichês assisto desde criança e me fez detestar essa época do ano, mesmo sendo a mais lucrativa no ramo em que eu trabalho.

postais geral

1. Papai Noel sorridente e feliz dizendo ho-ho-ho numa roupa de inverno

De tanto assistir filmes gringos mostrando o bom velhinho na neve e dizendo em looping “ho ho ho”, os publicitários sempre acharam adequado colocar esta figura, sem algumas adaptações brasileiras, como estrela das campanhas. Não seria mais coerente colocar o Papai Noel de bermuda e camiseta e sem essa risada esquisita? O meu humor agradeceria.

2. Árvore de Natal

Claro que os shoppings conseguem decorar a árvore de uma forma brilhante e que enchem os olhos de todos. Mas ele vira um verdadeiro arroz de festa em comerciais, anúncios, outdoor, flashmobs ou virais. Ainda bem que fico onze meses sem precisar criar algo que envolva essa bendita árvore.

3. Família reunida e feliz

Nem nas campanhas dos Dias das Mães e dos Pais vemos todos os membros da família reunidos em uma mesa como vemos no Natal. Se for para anunciar uma marca de chester ou peito de peru então, é lei. Claro que mostrar felicidade é sempre bom, mas em doses cavalares enche o saco de qualquer pessoa. Porque não aproveitar e fazer algo irônico e divertido como este amigo secreto? Certamente os telespectadores agradeceriam este gesto tão nobre.

4. Neve

Mais uma vez os filmes lá de fora influenciando as campanhas natalinas brasileiras. Mesmo a maioria esmagadora dos brasileiros nunca ter visto neve “ao vivo”, os publicitários insistiam colocar o pólo norte como cenário de um comercial. Ainda bem que estão usando cada vez menos este recurso.

5. Vermelho

Desde que nascemos sabemos que a roupa do Papai Noel é vermelha. Mas não existe uma lei dizendo que deve ser a cor predominante nessa época do ano. O resultado: o público pode se confundir ao assistir comerciais e ler tantos anúncios com o mesmo tom de cor.

Para mim, esses são os clichês mais evidentes que a publicidade não consegue deixar de lado. Se por acaso você tiver outro em mente, fique a vontade de deixar registrado nos comentários.

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Caio Costa

Editor-chefe at Blogcitário
Publicitário, Diretor da Orfeu Comunicação e editor-chefe do Blogcitário, seu blog de publicidade.
 
 

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12 comentários

  1. cottonboy
     

    Tá, falar é facil. Dificil é convencer o cliente a deixar o comercial sem papai noel com roupa de natal/familia feliz/ arvore de natal. hahahahaha

     
  2. Essas ideias são reeealmente melhores, mas como o cottonboy disse, o dificil é convencer.

    Mas tenho certeza que uma propaganda mais adaptada e humorada para os brasileiros traria muuito mais atenção que tudo vermelho/verde.

     
  3. Esses cliches nunca mudam, natal pós natal são sempre os mesmos

     
  4. “campanha” de natal legal é a da Pagú Propaganda, que pode dar R$ 100 milhões aos seus clientes felizes…

    http://pagupropaganda.com.br/blog/?p=741

    =D

     
  5. Esses clichês existem pq sempre funcionaram, e não é questão de serem clichês, e sim fazerem parte da nossa cultura também (mesmo sendo uma cultura que adotamos dos americanos ou da europa), mas criticar essa cultura, que é considerada a melhor época do ano, quando as pessoas ficam mais generosas, e onde o espírito natalindo deixa todos melhores… criticar isso é ridículo. A mídia deveria mesmo incentivar a todos a se reunirem com suas famílias e fazerem boas ações, e darem risadas, se divertirem e fazerem os outros felizes. Você que foi altamente infeliz em colocar um post desse num blog. Simplesmente ridículo.

     
    • Caio Costa
       

      Marcelo, como escrei no post, mostrar felicidade é sempre uma coisa boa, mas como é feito todo ano, soa arficial e forçado demais.

      Respeito a sua opinião, mas continuo defendendo que deve-se fazer algo diferente nos comerciais de Natal. Não sei para você, mas ver praticamente a mesma coisa sempre enjoa.

      E se você voltar ao texto, não critiquei a generosidade das pessoas e sim, a mesmice das campanhas natalinas. Da próxima vez, mais atenção, por favor.

       
  6. Marcelo veio criticar e tomou um chega pra lá pra lá de educado, muito bem Caio, cuspa nele mas cuspa com classe.

     
  7. Post bem fraquinho… algumas coisas já se tornaram arquétipos nenê… comente o novo, sugira algo… o atual já conhecemos decor (decore = de coração).

     
    • Caio Costa
       

      Obrigado pelo feedback, mas, como você pode ver, os post se propõe a expor os clichês dos comerciais natalinos. É lógico que todo mundo já está careca de saber que isso acontece todos os anos. Não precisa ser o gênio para saber disso.

      Se você quiser que eu sugira algo novo, só pagando ok? Afinal, esse é o meu trabalho ;)

       
  8. Bem legal o post, mas um tanto radical. Acredito que haja uma diferença entre clichê e símbolo. Algumas coisas citadas não são meros clichês, mas símbolos concretizados. Quando são usados elementos como papai noel, árvore de natal, as pessoas já sabem exatamente do que você está falando e há uma alta pregnância.

    Claro sempre existirão maneiras de driblar elementos repetitivos mas, para o cliente, eles são uma área de conforto e, quase sempre, ele não quer arriscar em financiar algo que fuja desse padrão.

    Cabe a nós, que trabalhamos com comunicação, o desafio de mudar aos poucos esse símbolos, incluir novos ou simplesmente brincar com os antigos de forma diferente, que pareça nova.

     
  9. Rutênio mota
     

    E a lareira que o papai noel sempre desce para entregar os presentes, imaginem esse comercial exibido no Nordeste do Brasil, pô aqui não tem nem neve, quiça lareira.

     

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