Publicitário, o eterno sem diploma

 

Há algumas semanas, os jornalistas choraram e lamentaram sobre a decisão do Supremo Tribunal Federal em vetar a obrigação do diploma para exercer a profissão. Mas o que muita gente não sabe é que os publicitários não precisam do canudo para atuar em uma agência.

diploma

Isso mesmo: qualquer pessoa pode ser um publicitário em potencial. Mas ao contrário do que pensam os “primos” jornalistas, essa condição não fez o curso superior perder o valor perante o mercado. Há alguns anos, o curso de publicidade é um dos mais procurados nas faculdades brasileiras, pois os donos de agências sabem que para ter um trabalho de qualidade, é necessário ter uma mão-de-obra no mesmo nível.

É claro que dessa forma muitos micreiros e algumas pessoas com muitos Q.I´s (Quem Indica) posam como diretor de arte, mas é inegável que existem talentos nessa área que nunca estudou formalmente as teorias de comunicação em sala de aula. Grandes nomes da publicidade atual têm formações universitárias variadas e nem por isso deixam de ter seus trabalhos reconhecidos.

Acredito que pouca coisa mude para os jornalistas, que agora fazem parte do grupo dos “sem diploma”: quem mostrar competência, sempre terá o seu lugar no mercado. E quem continuar investindo na sua formação acadêmica, sempre estará na frente na corrida por essas vagas. O mercado publicitário para comprovar este fato.

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Caio Costa

Editor-chefe at Blogcitário
Publicitário, Diretor da Orfeu Comunicação e editor-chefe do Blogcitário, seu blog de publicidade.
 
 

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18 comentários

  1. Para nós Analistas de Sistemas é a mesma coisa. “Qualquer um” pode ser profissional na nossa área.

     
  2. Concordo plenamente, os publicitários nunca precisaram de diploma e no entanto, é uma das profissões que estão crescendo na procura. É lógico q tbm existem aquelas pessoas q “fazem miséria no Corel” e por isso ganham um cargo de diretor de arte, mas mesmo assim, como diz o slogan de uma das maiores premiações nacionais da área: “Nada supera o talento.”

     
  3. Exatamente isso: investir na melhoria da nossa competência é o que nos distinguirá dos outros, sempre.

     
  4. Eu, jornalista diplomada atuando em publicidade, concordo: “quem mostrar competência, sempre terá o seu lugar no mercado”.

    Beijo!

     
  5. Falou tudo,
    nem precisa falar mais nada,
    aqueles que se dedicam e são competentes terão sua vaga,
    o resto..

     
  6. e pensar que eu quase fiquei mais dois anos na faculdade para me formar em jornalismo tb…

     
  7. Eu concordo que diploma não é atestado de competência, e nunca foi. Porém, o que foi foda na decisão do STF é que nada foi feito ou discutido pra proteger a classe de picaretagem. O mercado filtra os péssimos profissionais, mas não impede que saiam tirando DRT de jornalista a torto e a direito, virando a festa da uva.
    Possibilitar que qualquer pessoa possa ser jornalista apenas porque leva “jeito”, daqui pra frente (não falando dos jornalistas antigos, que já estão na ativa há muito tempo) sem faculdade superior é um retrocesso. Pra carreira de publicidade pode não ser, mas dizer “ensino médio basta” numa carreira que lida com tantos campos de atuação, que necessita de bom senso, pesquisa e conhecimento é muita palhaçada.
    Nada supera o talento, mas se é possível dispor da obrigatoriedade de se ter ensino superior para uma profissão, por que não? Ensino Superior engrandece, e não o contrário. O talento supera, e aperfeiçoa-lo continuando a estudar não é o que deveriamos buscar?

     
  8. Com certeza, aqui em Salvador o curso de publicidade surgiu há pouco tempo. O primeiro foi da Ucsal, depois veio a Unifacs, do qual eu fiz parte de primeira turma, aí começou um boom de faculdades e o curso já um dos que tem mais opções. Tudo isso, sem reserva de mercado. E haja publicitário.

     
  9. Olá amigo, tudo bem? Bem, sou jornalista e atuo na área. Sou recém-formado pela universidade federal de alagoas.

    Esse assunto do diploma cresceu muito e pipocaram textos principalmente na web. E, como não poderia ser, o assunto acabou se perdendo, se desvirtuando.

    O jornalista foi passado como um arrogante, defensor de reserva de mercado e a favor de seus parceiros diplomados.

    Mas num é bem assim… Acabou sendo mal-interpretado pelas pessoas.

    O papel do jornalista, que se diferere de publicidade, propaganda, marketing – e isso sem desmerecer nenhuma das profissões, pelo amor de Deus – é de RESPONSABILIDADE SOCIAL. E o jornalismo é (ou era) tratado como uma ciência social. O que difere um pouco da sua área, por exemplo que visa mercado. E aí sim, a história dos melhores se sobressaem se torna o cerne da questão. O que não é o caso dos jornalistas.

    O que eu lamento profundamente, é de não conseguirmos parceiros para acabar com essa maluquice. E isso é um retrocesso profundo no ensino superior brasileiro. E a educação superior, que já é precária.

    Não é possível que as pessoas pensem que, em tese, uma pessoa que cursou 4 ou 5 anos numa universidade não esteja mais preparada que uma pessoa que mal terminou o ensino fundamental.

    Então, acabemos com o ensino superior no país. Acabemos com o bacharelado de Direito, Engenharia… “ora, eu sei mexer no AutoCad já posso construir uma planta…”

    Esse Brasil tá muito louco “parem o mundo que eu quero descer…”

     
  10. aí, o que eu vejo é o que eu já esperava do brasileiro: chacota com coisa séria.

    e de pouquinho em pouquinho o país vai mais pro buraco…

     
  11. Por questão de “QI” é que nossa publicidade anda tão pobre e repetitiva. Imagine vc quandas indicações não faz a Petromentira para as agências que atendem as suas contas.Ou a “Caixa Deles”, ou ainda o desgoverno federal…é isso aí, diploma pode não ser sinal de capacidade, mas indicação por QI é o que fode a vida, não só de publicitário, mas de qualquer um! Enquanto vivermos num país de mentira, com um povo de mentira vai ser isso mesmo…e tenho dito!

     
  12. Acredito que a grande movimentação por parte dos jornalistas, foi justamente por perderem algo que foi adquirido a tempos atras. No caso do publicitário, nunca foi estipulado que o profissional dessa area deveria ter diploma. Porém, se tivessem estipulado essa orbigatoriedade para o publicitario e depois revogassem essa obrigatoriedade, acredito que também faria movimentação semelhante ao que eles fizeram.

    Deveriamos cada vez mais, partir para o aumento da especialização pessoal no mercado de trabalho. A não necessidade de diploma é um retrocesso.

     
  13. Eu sou físico nuclear, e qualquer um também pode atuar na área, sem um diploma… é sério…

     
  14. Concordo com vc, Caio. Estudo Publicidade, e deu pra ver de perto como os jornalistas ficaram puto né. No começo, não tinha uma opnião formada a respeito desse assunto, mas tem duas coisas muito importantes que não estão sendo lembradas: 1) o que está sendo discutido não é o diploma de jornalismo, mas sim a exigência do diploma; 2) essa obrigatoriedade do diploma é um resquício (desculpe a palavra clichê) da ditadura no país, um decreto-lei de 1969 para o governo controlar a imprensa. os jornalistas dessa época eram todos contra a exigência do diploma, é claro. e agora que a situação mudou, os estudantes estão defendendo o decreto!

     
  15. Comentando o comentário do Rafael…

    meu.. olha o q vc disse: que diferentemente da Publicidade, o papel do jornalismo é de responsabilidade social! primeiro que, TODAS as habilitações de COMUNICAÇÃO SOCIAL têm responsabilidade social; segundo que TODAS AS PROFISSÕES devem tem responsabilidade social; terceiro que TODAS AS PESSOAS devem ter responsabilidade social. Responsabilidade social é uma característica pessoal, e não uma coisa que vc adquire a faculdade de jornalismo. Por favor, né!

    E depois, como eu disse no meu comentário anterior, não se esqueça de que a exigência do diploma de jornalismo foi um decreto-lei da ditadura brasileira, como forma de controlar os profissionais de jornalismo.

    E por último… não jogue fora seu diploma, ele continua existindo e valendo, ok? coloque no seu currículo q vc tem curso superior em jornalismo. ou melhor, comunicação social com habilitação em jornalismo.

     
  16. Fernando Nerida
     

    Concordo. Devemos fortalecer esse debate e buscar um conselho para a nossa categoria. Não podemos deixar pessoas ocuparem o lugar dos Publicitários sem ao menos cursarem uma graduação em comunicação social. Estamos prestes a receber a Copa do Mundo no Brasil, centenas de marcas serão trabalhadas e grande parte delas estarão na mão de profissionais pouco preparados. Vamos lutar e buscar os nossos direitos como trabalhadores que descontam FGTS, IR e pagam imposto sindical. O Rio Grande do Sul está empenhado em conseguir esse feito para todos nós. Abs.

     
  17. Marcio Caruso
     

    por favor alguem pode me passar qual a lei que confirma esta postagem.

     

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